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 O MITO DA PARELHA ALADA

A CARRUAGEM DE PLATÃO

Toda escolha pressupõe alguma perda.”

Toda vez que somos instados a escolher, iremos estar entre mais de uma opção, certamente teremos que declinar de alguma outra coisa, seja material ou não.

Combater a dualidade dos nossos pensamentos, sede de nossas crenças limitantes, de valores e princípios, eivados de vícios emocionais, representa o grande desafio na construção de um mindset que nos leve à construção de uma vida em plenitude.

Vou recorrer ao “Mito da Carruagem de Platão”, para caminhar na direção do verdadeiro autoconhecimento.

Acredita-se que Platão tenha nascido em 428/27 a.C. vindo a falecer 347 a.C.

Foi um filósofo grego, discípulo de Sócrates, fundador da Academia de Platão, Mestre de Aristóteles. Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política, metafísica e teoria do conhecimento.

Platão assim como seu mestre Sócrates buscou descobrir as verdades essenciais das coisas. O conhecimento era assim o conhecimento do próprio homem, mas sempre ressaltando o homem não enquanto corpo, mas enquanto alma.

O conhecimento que continha na alma era a essência daquilo que existia no mundo sensível, assim em Platão também a técnica e o mundo sensível eram secundários remetendo-nos hoje ao conhecimento da Inteligência Emocional e da Inteligência Social associadas.

O MITO DA PARELHA ALADA, encontra-se no livro “Fedro” de aproximadamente 366 a.C tendo por autor o filósofo grego Platão, onde o seu protagonista principal Sócrates, e Fedro, um interlocutor, mantêm diversos diálogos.  

Em um dos diálogos, a alma é dividida por Sócrates em três partes que vão constituir a parelha alada, uma dessas partes representa um dos cavalos como sendo um animal “belo e bom”, a segunda parte dessa divisão representa o outro cavalo, dessa vez um cavalo de “raça ruim e natureza avessada”. Por fim, a última parte da alma representa o cocheiro que tem por missão conduzir a carruagem a seu destino.

No diálogo Sócrates explica a Fedro a dificuldade em conduzir a carruagem pois os dois cavalos estão em constantes conflitos cada qual buscando objetos que os satisfaçam. Desta apresentação do mito já se percebe a relação do mesmo com a estrutura do inconsciente, a base do nosso mindset, povoado por crenças, valores e princípios.

O cavalo bom tem um corpo harmonioso e bonito; pescoço altivo, focinho curvo, cor branca, olhos pretos; ama a honestidade e é dotado de sobriedade e pudor, amigo como é da opinião certa. Não deve ser fustigado e sim dirigido apenas pelo comando e pela palavra.

O outro – o mau – é torto e disforme; segue o caminho sem firmeza; com pescoço baixo, tem um focinho achatado e a sua cor é preta; seus olhos de coruja são estriados de sangue; é amigo da soberba e da lascívia; tem orelhas cobertas de pelos. Obedece apenas a contragosto ao chicote e ao açoite.

“Você pode escolher entre se manter naquilo que te destrói, mudar tudo isso ou se despedir de uma vida que não faz mais sentido. Só assim você será capaz de conquistar aquilo que deseja e merece.”

O valor dos mitos gregos como espelho da condição humana tem sido confirmado pela ciência contemporânea, destacando-se a grande evolução dos estudos que abrangem a Inteligência Emocional, cerne da incansável busca pelo autoconhecimento e transformação, através de estudos e pesquisas cuidadosas, em várias áreas do conhecimento,


Sou José Ricardo Rodrigues e estou aqui para ajudá-lo na construção do seu Planejamento Estratégico aliando aos modelos tradicionais, técnicas de Coaching e Inteligência Emocional.[...]

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