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Santa Teresa D´Ávila

O Autoconhecimento e a Humildade

Teresa d’Ávila entendia, em sua mística marcada pelo humano, que o Autoconhecimento e o conhecimento de Deus não se opõem.

Desde quando me interesso pelos temas “Autoconhecimento e Humildade”, onde identifico que ser humilde é ter a capacidade de ver com clareza plena as nossas limitações, ou seja, não há humildade sem Autoconhecimento, tenho aprofundado na presença de Santa Teresa D´Ávila e sua visão cristã do Autoconhecimento e da Humildade.

Assim, deparei-me com um texto de José Hamilton Ferreira e me permito transcrever partes, face a grandeza da informação ali apresentada.

Nascida em 1515, Teresa D´Ávila não aceitava uma espiritualidade abstrata e estava convicta de que se Deus mesmo havia se encarnado, o encontro com ele não se dá a não ser na humanidade de Cristo.

Em sua mística marcada pelo humano, Teresa entendia que o autoconhecimento e o conhecimento de Deus não se opõem. Pelo contrário, dependem um do outro. Ela sintetizou essa dinâmica brilhantemente em um dos seus poemas, em que pôs na boca de Deus o convite: “Alma, buscar-te-ás em Mim. E a Mim buscar-me-ás em ti”. “Sim, porque és meu aposento, és minha casa e morada”, reafirma o poema.

“Jamais chegamos a nos conhecer totalmente se não procurarmos conhecer a Deus.”

SANTA TERESA D´ÁVILA

“A questão de nos conhecer é tão importante que eu gostaria que houvesse nisso nenhuma negligência”, orientou ela. “Jamais chegamos a nos conhecer totalmente se não procurarmos conhecer a Deus. Olhando a sua grandeza, percebemos a nossa baixeza; observando a sua pureza, vemos a nossa sujeira; considerando a sua humildade, constatamos como estamos longe de ser humildes”.

No convívio social, é comum a pessoa ser mal-entendida, julgada, acusada e mesmo condenada. Em maior ou menor grau, passamos por isso, quer na condição ativa – julgando e condenando; quer na condição passiva – sendo as vítimas dos julgamentos e condenações.

Humildade é caminhar na verdade” 

Esses julgamentos e condenações são ataques à nossa imagem pública e à autoimagem. Na época de Santa Teresa utilizava-se a expressão “honra”, isso eram ataques à honra pessoal.

Santa Teresa considerava que o importante é a verdade, não a opinião. Em decorrência disso, ela ressaltava que a pessoa humilde não deve estar ansiosa para defender-se, justificar-se, desculpar-se ou praticar quaisquer outros atos para modificar a opinião alheia. Ela ensinava:

  • Ser condenado sem culpa e calar-se é uma grande imitação do Senhor.
  • O verdadeiro humilde deseja com sinceridade ser pouco considerado, perseguido e até condenado sem culpa.
  • É um absurdo não querer sofrer ou desejar ter muita honra, diante do exemplo do Senhor. Ele sofreu, foi condenado, foi totalmente desonrado injustamente e tudo encarou em silêncio e com humildade.

Quando Santa Teresa diz que “humildade é caminhar na verdade”, ela sabe que isso proporciona uma paz duradoura. A verdade sustenta-se ao longo do tempo, ao passo que a mentira, a “casquinha da aparência” dilui rapidamente. Se dizem alguma mentira sobre mim, o que importa? O que conta mesmo é o que sou, não o que pensam e falam, quer melhorando, quer piorando a minha imagem.

Se aceitarmos sermos a realidade que somos, sem a necessidade de inventar e ostentar “vernizes”, estaremos caminhando na nossa verdade, estaremos cultivando a humildade.

Esta virtude ajuda-nos a enxergar em nós mesmos o que é pequeno ou inexistente. Isso é a base para a descoberta do que precisa ser desenvolvido ou adquirido, isso ajuda no crescimento e aperfeiçoamento.

Pelo contrário, se cultivarmos uma autoimagem da grandeza sem a possuirmos, seremos cegos para as nossas limitações, continuaremos com a atual “estatura existencial”, corremos até o risco de diminuir.

Sejas feliz, caminhe tranquilamente pela sua própria verdade. Isso produz leveza e paz.

Extraído do artigo de José Hamilton Ferreira – CRP-SP 36505 –  Site: “O Psicólogo Católico”.


Sou José Ricardo Rodrigues e estou aqui para ajudá-lo na construção do seu Planejamento Estratégico aliando aos modelos tradicionais, técnicas de Coaching e Inteligência Emocional.[...]

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