Uma fábula de La Fontaine.
João de La Fontaine, tão conhecido no mundo literário pelas suas fábulas, foi na verdade, um fecundo tradutor das fábulas de Esopo, nos idos do século 17. Ele as adornou com tal graça, energia e naturalidade que pode dividir sua nobreza com os autores, porque se não as escreveu, inventou o modo de apresentá-las e exprimi-las como um sábio.
E eu aqui, vou usando sua arte para apresentar a relação do Planejamento Estratégico com a Inteligência Emocional pelas fábulas de La Fontaine, ou quem sabe, de Esopo.
A nossa fábula de hoje é “O Carvalho e o Bambu”.
“Um carvalho de bom coração, porém superficial em seus julgamentos e tratos, e uma vez que que se julgava superior na aparência e desconhecia os valores verdadeiros ocultos na essência das outras árvores, olhando a fragilidade do bambu, e dele se compadecendo, o tratando como caniço, assim falou:
-A natureza foi injusta com você. Frágil como é, um passarinho é uma carga pesada para suas forças. E o mais fraco dos ventos o obriga a inclinar-se e vergar a fronte. Ainda, se tivesse nascido à sombra de minha ramagem e fosse mais alto, eu poderia servir-lhe de escudo e proteger-lhe das tempestades que o envergam e ameaçam.
E com ar de superioridade, concluiu: Devo acrescentar que o admiro pela maneira, como aceita sem reclamar, a sua pequenez e sua fragilidade.
O caniço, agradeceu a compaixão e a bondade do carvalho e replicou:
-Não se preocupe com a minha suposta debilidade. Por trás dessa aparência delicada existe uma força que me faz forte e autossuficiente. Eu sou flexível. Eu me curvo se for preciso, e assim eu não quebro.
-Na verdade, os ventos são mais perigosos para você do que para mim.
Mal terminou de proferir essas palavras e forma-se um terrível vendaval que, furioso e implacável, fustiga tudo que lhe aparece pela frente. E o bambuzal e o carvalho estão no caminho dos seus açoites.
O carvalho, porém, que se julgava forte e alto como as montanhas e capaz de enfrentar qualquer tempestade, não resiste ao violento vendaval, que o arranca do solo, despencando aquela copa frondosa, que era vizinha do céu, diretamente apara o solo dos mortos.”
Mas aonde está a ligação dessa fábula com o nosso assunto central – Planejamento Estratégico e Inteligência Emocional.
Primeiro apresento a moral da história, por La Fontaine que , literalmente afirma: “nada pode vencer o homem flexível, pois tudo pode conseguir aquele que sabe ser flexível nos vendavais que a vida nos oferece.”
“nada pode vencer o homem flexível, pois tudo pode conseguir aquele que sabe ser flexível nos vendavais que a vida nos oferece.”
la fontaine
Mas quero ir um pouco além: a arrogância do carvalho e sua soberba em não admitir as suas fragilidades, apesar da altivez, representa um muro que temos que vencer, vez por outra no preparo estratégico.
Já testemunhamos gigantes desaparecerem pela falta de flexibilidade em adaptarem-se às variáveis incontroláveis do mercado. Dou um icônico exemplo aqui: A Kodak, que não viu o surgimento das imagens digitais no seu caminho, e como o carvalho foi derrubado e despareceu.
Assim como, o nosso caniço hoje é o marketing digital, que nos bambuzais empresariais está se curvando ao vendaval da ressignificação do comportamento dos consumidores, que cada dia mais recorrem às Mídias Digitais para resolver suas dores.
E então. Vamos planejar com Inteligência Emocional ou vamos continuar enfurnados nas fortalezas e nos castelos do orgulho, da arrogância, da prepotência e da autossuficiência e assim, permitir que os vendavais nos açoitem?
Sou José Ricardo Rodrigues e estou aqui para ajudá-lo na construção do seu Planejamento Estratégico aliando aos modelos tradicionais, técnicas de Coaching e Inteligência Emocional.[...]
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