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ARROGÂNCIA

O principal sabotador de nossas entregas prolíficas

Primeiramente é importante definir o que eu quero dizer sobre “entregas prolíficas”. A palavra prolífica, de “per si” nos diz que se propõe a transformar em múltiplos – entregar uma prole e não um uma entrega isolada.

Mas o que tem a ver a arrogância com isso?

A arrogância é um gatilho emocional que disparamos quando nosso orgulho aflora.

Portanto, quando sentimos nosso orgulho ferido, a primeira reação é protetiva. E o principal muro de proteção deste sentimento ou afeto despertado é a ARROGÂNCIA.

Assim, de forma inesperada, somos pegos pelos nossos sabotadores críticos levando-nos a iniciar atitudes e comportamentos equivocados.

Sua percepção é como você vê as coisas. Às vezes você sente que alguém o está rejeitando quando na verdade, não está.

Esses comportamentos são vieses cognitivos.

O VIÉS COGNITIVO é um erro que o cérebro humano comete ao se basear em pré-julgamentos nas tomadas de decisões.

DANIEL KAHNEMAN

Na prática, eles funcionam como atalhos mentais que o cérebro toma para que o pensamento seja mais rápido e o processo de decisão seja mais fácil. O cérebro “pega” esses atalhos, pois ele é responsável por inúmeras funções no nosso corpo, e estar no controle de tudo consome muita energia.

Daniel Kahneman e Amos Tversky foram pioneiros no trabalho em torno de vieses cognitivos, em 1972. Desde então, diferentes vieses cognitivos foram identificados. No total, existem mais de 180 vieses cognitivos que interferem na forma como processamos os dados, pensamos e percebemos a realidade.

A seguir alguns comportamentos ligados a arrogância e que representam vieses cognitivos:

  • Nossos fracassos tendem a ser percebidos como fruto de fatores externos. Porém, os sucessos são vistos como mérito próprio.
  • Um projeto no qual investimos tempo, dinheiro ou emoções é mais difícil de ser abandonado. Por causa desse apego irracional ao que já nos custou algo, podemos distorcer os julgamentos e fazer investimentos imprudentes.
  • Resultados positivos costumam ser superestimados. Até pode ser benéfico manter uma atitude positiva, mas é imprudente permitir que ela afete a nossa habilidade de fazer julgamentos racionais.
  • Uma vez que entendemos algo, presumimos ser óbvio para todos. Assim, acabamos esquecendo o quão complicado é o caminho para o conhecimento.
  • Uma conclusão que vai de encontro às nossas crenças tende a ser racionalizada e amparada. Por isso, é tão difícil nos afastarmos do que acreditamos e levar em consideração os méritos de um argumento. Na prática, é como se nossas ideias fossem impenetráveis à crítica.

Mas como eliminar a arrogância?

A única forma que podemos desencadear para eliminar de vez a arrogância é a Humildade.

Muitos pensam que humildade é ser subserviente a algum processo, é pensar de forma a agradar o próximo, é se entregar para fazer o outro feliz. 

Mas, posso garantir que não é.

Ser humilde é compreender nossos limites e imperfeições e, fruto desta compreensão, admitir o que precisa ser aprendido e o que precisa ser eliminado da nossa vida na busca de ser melhor amanhã do que somos hoje.

Como pais, como filhos, como amigos, como profissionais, não importa o nosso posicionamento na vida, o que temos de entender é que sempre seremos seres em formação e deixo aqui uma frase do meu ilustre conterrâneo Guimarães Rosa:

“O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.”

GUIMARÃES ROSA


Sou José Ricardo Rodrigues e estou aqui para ajudá-lo na construção do seu Planejamento Estratégico aliando aos modelos tradicionais, técnicas de Coaching e Inteligência Emocional.[...]

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