A capacidade do Líder Autêntico em relacionar-se com o ambiente no qual está inserido, considerando os colaboradores, pares e stakeholders e ainda conciliar o seu autoconhecimento em constante evolução, são elementos chave na construção do resultado.
Vamos começar pelo autoconhecimento. As pessoas quando ouvem falar sobre o cérebro, imaginam coisas complexas. Segundo Daniel Goleman em seu livro Inteligência Social, o cérebro é a parte social do corpo. Então, tudo que nos permite ser sociais, de certa forma é interação consciente ou inconsciente do nosso cérebro.
Ter consciência da sua vida emocional, dominando sua capacidade de entender como os sentimentos afetam o pensamento e o modo de interagir com pessoas, determina o estágio consciente de autoconhecimento presente no comportamento de Líderes Autênticos.
Às vezes temos a impressão de que existem pessoas que podem “ler” nossa mente e outras não. Na verdade, o que faz diferença na construção de um bom relacionamento social é nossa capacidade de se autoconhecer e com isso ter uma relação socioemocional, construindo conexões neuronais verbais e não verbais ou simplesmente neurais.
O autoconhecimento pode ser aprendido, seja no caso do seu temperamento, seja por aquilo que se predispõe pelas nossas crenças, experiências, traumas ou eventos dolorosos e que possam gerar um tipo de habilidade reflexiva da qual o autoconhecimento se apresenta como ferramenta de construção de resultado.
Numa configuração organizacional, um Líder Autêntico será capaz de desenvolver a habilidade de usar o autoconhecimento no desenvolvimento de habilidades de liderança.
O autoconhecimento não á apenas as pessoas reconhecendo as suas vulnerabilidades, significa ter a presença de atitudes claramente flexíveis e capazes de permitir a mente refletir os processos mentais positivos. E a positividade é essência de evolução de uma liderança autêntica.
Outro aspecto fundamental à uma liderança autêntica, encontra-se na capacidade do Lider conseguir ter empatia. E empatia não é colocar-se no lugar do outro.
Empatia é nossa capacidade de perceber o que o outro está sentindo. Como o outro percebe e dá significado aos fatos que geram os sentimentos dele, quais esses sentimentos e o que eles estão reproduzindo. Assim, empatia é compaixão.
Sentimentos distorcem a realidade e se o Líder Autêntico não tiver compaixão para se interrelacionar com o próximo sem julgamentos e sem construções eivadas das próprias crenças limitantes pois, quando o cérebro se sente ameaçado, automaticamente julgará as pessoas com suas próprias réguas destruindo possibilidades de ampliar resultados efetivos.
Se o Líder Autêntico não tiver conhecimento disso assim como considerar a cultura organizacional na observação conclusiva do ambiente em que está inserido, não haverá construção positiva de decisões de liderança.
No próximo artigo da série: Liderando com Inteligência Emocional iremos abordar o tema: “LÍDERES AUTÊNTICOS ENTENDEM O PAPEL DO PRESSENTIMENTO” onde iremos abordar a importância do tema como ferramenta de liderança.
Sou José Ricardo Rodrigues e estou aqui para ajudá-lo na construção do seu Planejamento Estratégico aliando aos modelos tradicionais, técnicas de Coaching e Inteligência Emocional.[...]
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