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INTELIGÊNCIA SOCIAL

A NOVA CONSCIÊNCIA EMOCIONAL

Os avanços da neurociência, do autoconhecimento, da inteligência emocional e da inteligência artificial, quando unidas, qual resultado nos proporcionará? Seremos humanos além das máquinas ou seremos máquinas além do homem?

Na sequência do Livro Inteligência Emocional de 1995, Daniel Goleman nos oferece uma visão ainda mais ampla: “A inteligência Social – A ciência revolucionária das relações humanas”, publicado em 2006.

O autor nos apresenta uma tese de neurociência onde afirma que nosso cérebro é sociável, atraído por uma intima conexão cérebro a cérebro.

Assim, quando temos uma interação interpessoal, ligamos através de uma ponte neural, influenciando e sendo influenciado na relação social, com as nossas emoções.

E ele vai mais longe, afirmando-nos:” Quanto maior e mais forte a nossa ligação emocional com alguém, maior é a força mútua. Nossas trocas mais potentes ocorrem com as pessoas com quem passamos mais tempo no dia a dia, ano após ano.”

Isso certamente, nos alerta para a nossa responsabilidade nas relações interpessoais, sejam familiares, com o cônjuge ou nossos filhos, seja nas relações sociais mais distantes, ou com os amigos e colaboradores.

Fica clara a importância das SOFT SKILL ou habilidades comportamentais, não se limitarem somente ao desenvolvimento das relações profissionais. É importante entender o quanto influenciamos e o quanto somos influenciados pela nossa Inteligência Social, pois os relacionamentos saudáveis têm um impacto benéfico sobre nossa saúde, ao passo que os relacionamentos tóxicos nos invadem, imputando venenos emocionais de efeito lento em nosso organismo e nas pessoas que relacionamos.

Já não nos beijamos, nos abraçamos e interagimos com a intensidade de quando não existiam as redes sociais. Encapsulados no aço dos carros em engarrafamentos, nas barreiras invisíveis dos fones de ouvido, dedilhando as telas intermináveis dos APPs. Estamos cada vez mais conectados com um mundo virtual e assim, temos de nos perguntar: onde está nossa Inteligência Social?

“Teremos de desaprender e a reaprender para nos tornar líderes do futuro”.

ALVIN TOFLER

Mas a matéria é complexa pois afinal, as escolas nos ensinam uma longa e vasta gama de conhecimento tecnológicos, mas não nos brinda na busca do Autoconhecimento, da Inteligência Emocional e Social

Não basta apenas ter uma aptidão social para ter uma Inteligência Social. É preciso desenvolver sincronia, interagindo no nível não verbal. Apresentar-se de maneira eficaz, construindo resultados prolíficos, onde um resultado é fonte de construção de novos resultados e ainda importar-se com as necessidades alheias, agindo de acordo com as nossas possibilidades, não com o que temos simplesmente, mas sim, com o que é a melhor forma de contribuir com e para o próximo.

Alvin Tofler nos indica uma megatendência do comportamento social: “teremos de desaprender e a reaprender para nos tornar líderes do futuro”.

Algumas décadas atrás, era lugar comum acreditar que o profissional mais preparado seria aquele formado nas melhores faculdades, que saiba falar o maior número de línguas e dispor de um extenso portfólio de cursos. Ao avaliar um profissional, somente as suas HARD SKILLS eram colocadas em jogo.

Hoje em dia porém, empresas ao redor do mundo inteiro têm reconhecido a importância de, não apenas qualidades técnicas, mas, também, aquelas ligadas ao espectro subjetivo do indivíduo. E é aí, quando falamos de emoções e sentimentos é que entendemos por que as SOFT SKILLS são tão importantes no ambiente corporativo.

Os avanços da neurociência, do autoconhecimento, da inteligência emocional e da inteligência artificial, quando unidas, qual resultado nos proporcionará? Seremos humanos além das máquinas ou seremos máquinas além do homem?

Quero acreditar que seremos humanos além das máquinas. Nada conseguirá substituir as nossas emoções e sentimentos, seja na inteligência individual, seja na relação social.

E preciso se preparar profissionalmente para uma nova era, que será marcada pelo aprendizado contínuo, por grandes disrupções e pela importância de habilidades fundamentalmente humanas.

E gostaria de convidar a todos para uma reflexão, partindo de uma recente publicação do prof. Pedro Calabrez, da Sociedade Neurovox, onde ele nos alerta para a importância do Autoconhecimento como princípio basilar para a saudável evolução humana:

“Fugir de problemas, medos e angústias é hipotecar a nossa paz. É comprar uma dívida emocional, cujos juros se acumulam a cada dia em que fingimos estar tudo bem. Décadas de ciência psicológica nos ensinam que a melhor maneira de enfrentar emoções negativas é aprendendo a lidar com elas. Fugas só agravam a situação.”


Sou José Ricardo Rodrigues e estou aqui para ajudá-lo na construção do seu Planejamento Estratégico aliando aos modelos tradicionais, técnicas de Coaching e Inteligência Emocional.[...]

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